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Mudar a educação é de interesse político?

Enviado por Prof. Klaus Denecke-Rabello em 16/03/2010 às 1:48

As políticas - pública-estatais e corporativas -, salve raras exceções, ainda não incentivam o livre pensar, não remuneram de maneira tão diferenciada e significativa a pesquisa e o conhecimento.

 

Percebo que, tal qual acontecera na Revolução Industrial, a preocupação dos "poderosos" é formar mão de obra qualificada e público consumidor capaz de discernir na hora de consumir, mas incapaz de lutar por seus direitos na hora.

 

Revolução digital apenas para surfar o melhor da cauda longa: otimizar ganhos com a nova relação oferta-demanda e minimizar custos com o novo potencial logístico. Nem o passo para a otimização do relacionamento com vistas à redução em P&D (pesquisa e desenvolvimento) as empresas conseguem dar direito - afinal, estão no fundo petrificadas de medo dos caminhos que a infovia está nos ocasionando desbravar: a descentralização do poder nas relações é irrefreável e muda o paradigma de posicionamento e estratégia, no pessoal, no corporativo e no âmbito governamental. 

 

Todavia, vejo em minhas aulas os alunos - "da elite e da cidade grande" - subaproveitando o potencial tecnológico disponível, muito por falta de uma meritocracia clara e consistente e da existência de uma "midiotização" estagnadora. Apenas os que despertam, por um motivo ou por outro, é que se mobilizam e aplicam em suas vidas a essência do ensinamento digital: responsabilizar-se, gerenciar-se, superar-se e, assim, tornar-se relevante.

 

Até que ponto então é interessante mudar?

 

Da Era da Informação à Era da Consciência; isto realmente interessa ao sistema?

 

Antes de mudar a educação, não teremos que mudar o status quo? Ou mudar o status quo só é possível se mudarmos a educação.

 

Indagado por mim sobre o tema, Pierre Levy respondeu com um sorriso de quem confirma: "É por isso que são as pessoas - e não os governos e as corporações - as responsáveis por esta mudança e revolução".

 

O #comunadigital se orgulha de estar junto a este processo, debatendo em sala o que fora apresentado na palestra do renomado filósofo: a evolução das esferas midiáticas.

 

Nas aulas vemos criticamente como a internet é a evolução visível de todo o processo histórico da comunicação e da informação, sempre retidos e controlados por um pequeno grupo que se beneficiava em detrimento à imensa maioria.

 

Agora chegou a vez de todos terem voz através de um clique. Pense no que irás propagar - seu clique pode ecoar por toda eternidade.

 

E lute para que todos possam ter acesso àquilo que é vital: opinião e parte ativa no processo decisório de sua vida.

 

Inclusão digital é inclusão cidadã.

 

#comunadigital. a revolução se faz em rede.

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