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3 destaques da palestra de Pierre Levy

Enviado por Prof. Klaus Denecke-Rabello em 16/03/2010 às 0:47

Poderia ficar horas ressaltando e desdobrando a importância da palestra do filósofo da informação, de sua posição pioneira quanto à web 3.0 à sua habilidade de maneira calma, voz tranquila e foco preciso passar para a audiência toda relevância de sua pesquisa e com tenra firmeza colocar ponderações equivocadas em seu devido lugar.

 

Mas se devemos ressaltar três aspectos bem práticos, devemos citar:

 

1 - Twitter é metadata

 

“Twitter é metadado para informações interessantes: eu leio o que eu filtro pelas pessoas que sigo e geralmente elas são especialistas nos tópicos abordados”

 

A rede de pessoas especialista em suas áreas fornece um sem fim de conexões que nos possibilitam portas de acesso a um virtualmente infinito mundo de informações qualificadas pela relevância de sua rede - estabelecida por você.

 

Os links colocados no Twitter são data (dados).

 

A metadata organiza, rotula, encaminha; a data aprofunda e expande.

 

2 - PKM é peça-chave: “Stay focused,  avoid distraction, keep in mind the big picture”

 

Personal Knowledgement Management deveria ser ensinado nas escolas, pois é peça-chave no mundo digital e fornece ferramental para se estabelecer hierarquia de valores e forças, bem como prioridades e processos - algo vital em um mundo convergido e em rede, determinado por você.

 

Afinal, não queremos caos colidindo por aí e sim estabelecer uma rede de mundos sustentáveis em si e no conjunto.

 

3 - Superficialidade é humana, não advento ou responsabilidade da internet

 

Chega de pessoas desinformadas falaram da qualidade dos dados do wikipedia ou da superficialidade do twitter e da internet como um todo. 

 

O wikipedia tem taxa de erro igual ou menor que as enciclopédias impressas - qualidade e atualidade garantidas por milhares de pessoas, especialistas e engajadas em seus temas.

 

O Twitter é metadata, porta e corredores de troca de informação - não a informação em si.

 

E qual a profundidade de um jornal - impresso ou televisivo? Ou da própria produção da mídia de massa como um todo?

 

Por esta e por outras, como sua abertura ao diálogo e simpatia interessada na troca, sem deixar de ser sério, é que além de brilhante pensador - que retoma as pesquisas dos filósofos Leibniz e Bergson, apenas para citar os influenciadores mais evidentes - é um mais que competente palestrante e preciso debatedor.

 

Leia outro post retratando a mesma palestra no blog da professora Ana Erthal, de quem inclusive tomei emprestado as aspas contidas aqui. Thanks! ;)

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